quarta-feira, 28 de março de 2007

Dica para os proximos posts...

Bem pessoal. Tenho muitas coisas para escrever por aqui. Vou aproveitar o espaço pessoal para discutir alem das questões intimistas algumas teorias minhas e o futuro do curso de Engenharia da Computação da UFG.

Aliás hoje ainda falo um pouco do Centro Academico. O dia em que nós vamos ceder os dias da semana acadêmica e não vamos promover nenhuma atividade.

Sim hoje é um dia triste. Mas vamos começar um dia triste com os dois pés no chão e as idéias não mais nos sonhos, mas no papel.

Hoje começo a divulgar aqui os meus desejos com o Centro Academico. Facilitando a divulgação do mesmo.

See ya boys.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Amor

Depois de tantos anos começar um blog.
Depois de tantos amores começar um novo.
Depois de tantos dias pensar quantos outros serei obrigado a viver...
A depressão é sim uma doença e é a doença do século... já fui um crítico imaginando que os depressivos são pessoas fracas que não mereciam muita atenção. Hoje do lado de cá, sei que as coisas não são tão fáceis assim...
Trabalhar e estudar. Pensar e amar. Algumas coisas não combinam em sua essência.
Pensamentos soltos e desconexos são a minha realidade hoje.
A solidão, o desaparecimento de alguns amigos, a morte de um irmão.
Trabalhar para ter um futuro.
E os amigos e a família...

Mas nem era este o objetivo inicial. Quero falar do amor. Do amor novo que nasce. Mas que nasce assim na dor, com mágoas, triste, apertado, medroso. Que definitivamente nasce doente e bobo. Consigo compará-lo a outros amores sim. É estranho isso mas TENTO não ser hipócrita e a comparação acontece mesmo que sem querer. Puxa vida, este é um amor que foi cultivado com os anos... que foi cultivado na minha adolescência com desejos ingênuos de carinhos e amores e eternos. Algo assim puro e encantado mesmo. Este novo amor. É uma poesia minha com rimas pobres e simples que eu escrevia no segundo grau e lia para ela e chorava incansavelmente por um outro amor que já se foi há tantos anos... mas o nosso não... esteve ali presente. Diria inclusive algumas características desse amor de uma forma perfeccionista:

DESPRENDIMENTO: O amor nosso sempre existiu. Nunca foi algo que foi cobrado exigido e lembrado. Ele simplesmente acontecia. Ele simplesmente acontece. Não há troco e nem preocupação de retorno. É natural e quase animal. Nada pode ser dado em troca, não foi comprado e não tem dono. É o amor meu e o amor dela. Só. (Não havia ganância)

HUMILDADE: Era simplório. E não era o maior de todos e não havia propaganda de uma "grande amizade". Era só um amor de amigo que crescia e crescia. A beleza desse amor era uma beleza inclusive comum aos nossos olhos, acreditávamos sim que era belo. Mas não era o maior de todos. Era bom. E isto deu a este amor uma paz nobre e inatingível. Ninguém nunca esteve entre nós. (Não havia orgulho e vaidade)

CARIDADE: Ah certamente era caridoso. E era igualmente de forma mágica. Fazia-se o possível para ajudar o quanto se precisasse mas nada foi relembrado. Aliás sei que ela me ajudou e sei que eu a ajudei. Mas só me lembro de que recebi ajuda. Dos dias que tentei ajudar, não me lembro mais. Desconfio que ela se lembra. Mas nos entregamos e nos ajudamos simplesmente. Enxugamos sim nossas lágrimas, mais de uma vez. Nem tudo foi flores em todos estes anos. Mas nunca faltamos um com o outro em todos estes anos. Com isto fica obvio que entre nós não havia competição alguma. Nenhuma disputa. Tudo que eu pudesse fazer para que ela fosse melhor que eu, eu fiz e digo o mesmo dela. (Não havia inveja).

CALMA / FORÇA: Bem como todo amor. Existem os dias escuros em que ficamos cegos. Mas a calma e a força foram nossas aliadas mais uma vez. No único conflito que me lembro em toda essa história de vida. No único que existiu. Não nos colocamos no ring para um conflito realmente. Mas ela teve a calma de falar e eu tive a força de manter a retidão. (Não houve raiva e violência).

ABSTINENCIA: Um amor perfeito assim. Seria claramente classificado como um amor que sobrevive facilmente a abstinência. Não tentamos nunca nos absorver. Ela sempre foi ela. E eu sempre fui eu. Ela a princesa e eu o moleque. Não a queria moleca e nem ela me queria príncipe. Não nos englobamos psicologicamente. Não ficamos dependentes de nós mesmos. Não engolimos a alma um do outro. Nos entregamos e nos bebemos juntos um do outro. (Não havia gula).

SIMPLICIDADE: É um dos mais lindos de todos em minha opinião. A virtude da simplicidade não menos obvia que as outras. Mas era sim tão simples. Descarregado eu diria. Leveza era algo que se respirava perto de nós. ... talvez falar disso que eu tanto amava ... machuque ainda mais. Mas falando dessa simplicidade desse jeitinho de se gostar de sonhar junto e sonhar com o futuro com alguma coisa qualquer... (Não havia luxúria).

DILIGENCIA: É redundante terminar este texto falando que éramos presentes e sempre o fomos. Não houve preguiça em nossa amizade. Nunca quando foi pedido que nossas lágrimas fossem repousadas em nossos peitos, nos negamos. Aliás houveram alguns "nãos". Só não me lembro de nenhum deles. (Não havia preguiça).


E falar assim das virtudes capitais. Uma busca meio torta nessa minha existência boba. Falar assim com verbos no passado. Falar assim com toda essa dor no peito. Falar como Hemingwei. Falar como se algo já tivesse morrido. Ou que já estivesse pronto pra isso. Até porque aquele que sabe que se vai por conta própria já se foi a muito tempo.

Milhões de músicas de amor passam pela minha cabeça. Mas algumas nos deixam mais sensíveis. "Agora eu vejo, aquele beijo era mesmo o fim, e o meu desejo se perdeu de mim". Bem o beijo não aconteceu. Mas certamente os pecados se apossaram de nós. Nosso amor se sujou se estremeceu. Era para se tornar não só um conjunto de cores lindas, mas um arco-íris no céu. E todo esse desejo de estar de ficar... tornou essa ansiedade vilâ. E eu sei... o que era pra ser o florescer de uma borboleta... se tornou no fim de um amor entre a planta e a larva.

Não existirão mais conversas sinceras. Só a dor e a saudade de tudo que poderia ter sido. Mas que nunca será.

É claro que o amor não acaba.
Mas agora ele é medo. É vergonha. É fraqueza. Não é mais cheio de virtudes... apesar de existirem ainda... mas o medo, ah.. o medo é o pior sentimento. Nos deixa tão cegos. Que trocamos a nossa vida ao lado de Deus por algum trocado no inferno.

Puxa vida, como tudo isso machuca.

Não existem rios de lágrimas que possam lamentar tantos anos de um amor assim.

A depressão é simplesmente algo que havia de existir. Como dois e dois são quatro.

terça-feira, 13 de março de 2007

Dia 13

Puta que pariu. É incrivel como é impossivel trabalhar e ser feliz! Esta escrito nas estrelas, na historia indigena no livro Pai Rico Pai Pobre... e tem gente que diz que o trabalho enobrece!
Fuck work!

Fora esses grilos: bem pessoal. Como meu primo deu um jeito de abrir uma comunidade para ele falar ao mundo eu abri um blog. Uma forma mais "escondida" mas está aí o começo de uma longa discussão:

Como viver e ser feliz e etc... SEM TRABALHAR!!!

Pessoal vamos pensar juntos nisso. Podemos ganhar uma juventude eterna! :p

segunda-feira, 12 de março de 2007